quarta-feira, 30 de setembro de 2009

D. fr. Guilherme Ricardo

1º Mestre
1124-1139
[no condado portucalense, durante a regência de D. Tereza]

Cavaleiro Franco.

Chega ao condado portucalense em princípios de 1124, acompanhado de alguns cavaleiros, enviados pelo Mestre Hugo de Payns, a pedido da rainha D. Teresa, que em carta dirigida, a conselho de alguns ilustres cavaleiros portugueses, lhes oferecia casa e emprego para o seu Instituto nas fronteiras dele. em que o braço português ia despojando ao mouro inimigo do que tiranicamente tinha usurpado.
É com este Procurador que a Ordem recebe, de facto, (por aqueles anos) e em doação, as primeiras casas e propriedades, na região de Braga, sendo confirmado que D. Teresa - rainha do condado de Portugal desde 1112 - lhes doa Fonte Arcada, próximo de Braga, com todos os seus termos e benefícios, tendo recebido na altura mais dezoito doações de terras, de membros da alta nobreza portucalense, aquela mesma que incitara a rainha a pedir a sua vinda e presença.
A Ordem estabelece-se. Portugal foi o primeiro reino na Península Ibérica a receber os cavaleiros Templários. Sabendo-se aceite, protegida pela rainha, pelo infante (que ainda não contestava o reino) e pela alta nobreza do condado, começa a construir, através das doações que entretanto recebera, os castelos de Ega, Redinha e Pombal, na zona de Coimbra, bem como algumas igrejas.
Fr. Guilherme superintende a Ordem em Portugal como Procurador do Templo até 1139.
Morre na célebre batalha de Campo de Ourique combatendo ao lado de D. Afonso Henriques.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mosteiro do Corvo



Oju muniulo hejilabobu bu olradez hxazrõez cilbei le mxejelréxae zohxe e jezruaxe be hexse.
Qasa ifepvigidas o modam utasan un qejepo gepónepo jue tó é xitíxem en fevesnipafat disduptâpiat.
Lij muniule qolhfõe omoxuhu ijo hxiv zegxu ij dqege, ij zájgeqe hxazrõe.
Ap juafu jete u oqxitout, qev fuutgiqegev 59 2475 10Q 0 7022 51W, iqfuqxteq vi uv tivxuv gu puvxiotu uqgi eoqge tijuavep ev timólaoev gi v zofiqxi.

O início

A Ordem acompanhou o nascimento dos pobres cavaleiros do templo de Salomão. Laborou na sua formação integrando dois dos nove emissários que se deslocaram a Jerusalém e apresentaram ao rei Balduíno o projecto Templário.
Mas a Ordem era composta essencialmente por cavaleiros lusos, com mentalidade lusa, vivendo uma realidade lusa e com um objectivo bem delineado: recuparar o território usurpado pelos sucessivos invasores. E o invasor no momento era muçulmano.
A estratégia global para o combater era vasta e implicava um cerco em tenaz a oriente e também a ocidente para o vencer e expulsar. Era a altura ideal para a ofensiva lusitana.
Vamos acompanhar os cronistas e embarcar junto com os irmãos Templários na aventura da formação de um país.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fonte Arcada, 1124-1128


Primeira sede da Ordem.



Foi a primeira doação oficial à Ordem do Templo.
Anterior à nacionalidade, a "villa" de Fonte Arcada foi doada, em 8 de Agosto de 1124, pela rainha D. Teresa, mãe de Afonso Henriques.
A Ordem possuíu hospital e casa em Fonte Arcada, como prova um contrato feito entre o Mestre do Templo e o Bispo do Porto,  onde se estabeleceu o que devia ser dado ao Bispo, quando este visitasse pessoalmente a «Igrª d S. Thiago d Font Arcada».
Com a extinção da Ordem em 1312, D. Dinis, Rei de Portugal, passou todos os bens para a Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ordem de Cristo), fundada em 1319 e que não foi mais que a continuação da Ordem do Templo, mas com outro nome.
Diz a História que Fonte Arcada passou, então, a ser uma reitoria da apresentação da Mesa da Consciência e Comenda da Ordem de Cristo, no antigo Concelho de Penafiel de Sousa. Beneficiou do foral de Penafiel, dado por D. Manuel, em Évora, a 1 de Junho de 1519 e pertenceu ao extinto bispado de Penafiel, arcediagado de Penafiel (século XII).
Na realidade, a Fonte Arcada e os seus domínios, atribuída à Ordem do Templo, fica muito perto de Póvoa de Lanhoso, Braga. Ali existiu um mosteiro Beneditino, fundado em 1087, que veio a ser incorporado no de S. Bento de Ave Maria do Porto, no século XVI. Neste mosteiro viveu e professou "Donna Froilla Herminges", sobrinha-neta de Egas Moniz, o Aio, riquíssima senhora que fez grandes doações, em 1228 ao Templo.
O topónimo deriva da existência de uma "fonte em arco", que como em outros exemplos do nosso país, dão nome às povoações. Estas "fontes arcadas" parecem ter a sua origem anterior à época do despovoamento, entre os Séculos VIII e IX. São assim chamadas por serem em abóbada. Nestas fontes a água brotava do fundo duma arca ou cisterna, que servia para consumo das populações.







sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Chamamento

Que força estranha é esta que me arrebata a vontade e me atrai aos confins da terra?
Porquê este sentimento de profunda calma às portas do oceano?
Esta sensação de estar em casa?
De abraçar o sol e mergulhar com ele na raiz da memória?
... deixa-me olhar o infinito. Respirar esta leve brisa do passado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Labirinto:críptico


...dos tesouros guardados, eu sei,
seus segredos desvendei.

Esta viagem pelo fim comecei
A meio do caminho, regressei
A meio do regresso, descansei
Porém, a viagem não terminei
Mais cinco pequenos passos dei
Em todos eles, dois a dois recuei
Ao início, por fim cheguei
E assim, o caminho encontrei

Na demanda

Por um instante fechei os olhos
e escutei o vento...
Matei a minha sede na frescura da fonte.
No reflexo cristalino da sua água
vi reflectida a Deusa prateada.
Em êxtase, soltei o espírito.
Saciado, encarei o caminho
e iniciei a viagem.
... por um instante fechei os olhos
e contemplei o universo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Documento I

Primeira Doaçaõ, que se fez à Ordem do Templo; e a fez a Rainha D. Tereza, de Fonte Arcada; e outros Senhores. Anno de 1124.

Eu a Rainha D. Tereja dou a Deos e aos Soldados do Templo de Salomaõ a Villa que se chama Fonte Arcada em o Povo junto de Penafiel com todos os seus termos, e beneficios por remedio da minha Alma.
|Eu o Conde Fernando dou ahi S. Payo da Veiga com todos os seus termos quanto me pertence, pela minha alma. |Eu Elvira e meo filho Soeiro Mendes a herdade de Celorico, quanto ahi nos pertence, pelas nossas almas. |Eu Payo Nunes, e Nuno Osorio, e minha mulher Maria Nunes aquellas tres partes da Villa que se chama Aboneima por nossas almas. |Eu Gracia Mendes deixo em Monte Longo na Villa de Quintanella metade de toda a herdade que ahi tenho. |Eu o Conde Gomes e minha mulher damos ahi a nossa parte de Gestaço quanto nos pertence. |Eu Nuno Rodrigues dou ahi hum casal em Arouce na Villa de Avia. |Eu Gonsalo Mouro dou ahi hum casal de Carnade. |Pedro Peres dou ahi hum casal em Villa Nova junto da Ponte de Avia. |Eu Pedro Fernandes dou ahi hum casal no vale de Souza. |Mendo Bernardes da quanto tem no outeiro de Panoias. |Mendo Gomes da hum casal no Campo de Aguiar. |Joaõ Raina da ametade das herdades que tem em Valpelares, e da parte de Coinelos metade quanto ahi tem. |Eu Mario Froilas dou ahi na terra de Salnes o casal de Loureiro e metade do Senorio. |Eu Pedro Egas e minha mulher damos ahi a nossa parte da Villa Deamio de Peneiros. |Eu o Conde Guterres dou ahi a minha parte da Villa de Samgorsa. |Eu Rabinado dou ahi huma meya herdade que tenho no caminho que esta junto a herdade do Conde Soeiro. |Eu Veremundo Peres, e minha mulher damos ahi ametade do Passo de Cartegos.
Guilherme Procurador do Templo em estas partes recebo a Carta.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nos teus olhos

Fixei os olhos do inimigo
Não vi ódio, só resignação
Quebrou-se o ímpeto assassino
Tornou-se pesada a espada
Cravei a lâmina no chão.

Inevitável


Penetrámos a grande meretriz e deixámos-lhe a semente da sua destruição.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Origens

Não se sabe com precisão quando germinou a ideia da formação da Ordem mas é certo que foram tomadas por base, filosofias ancestrais e ensaios secretos, escritos na clandestinidade por antigos monges ao longo dos tempos. Estes tentavam preservar a todo o custo o conhecimento e a tradição dos povos do ocidente peninsular, subjugados por sucessivos invasores. A história oficial foi sempre escrita pelos vencedores, tendenciosamente distorcida, numa tentativa de apagar a memória dos vencidos. Mas os vencidos têm, também, a sua história para contar.
Os povos Lusos foram sempre adversos a tudo o que lhes fosse estranho, viesse de longe e provocasse mudança. Não tinham propriamente uma religião e não adoravam deuses. Veneravam os seus heróis e honravam-lhes a memória. Viviam em plena comunhão com a natureza, num clima de tolerância, fraternidade e completa liberdade. No entanto, em caso de adversidade, eram unidos, corajosos e aguerridos. Combatiam sem ódio por uma boa causa, eram justos para com os adversários e amavam a terra em que viviam. Protegiam os mais fracos, respeitavam os mais velhos e não descriminavam as mulheres.
Com a chegada da religião, de imediato imposta às populações escravizadas, dá-se um retrocesso avassalador, passando estas a suportar todo o tipo de injustiças num clima de medo e revolta sufocada.
Os conceitos políticos e religiosos do invasor tornam-se absolutos e ferozmente repressores.
Homens bons e corajosos, cientes das suas raízes, não conseguindo fazer frente ao despotismo instalado, organizam-se numa fraternidade secreta e integram-se no poder político e religioso de forma encapotada procurando atenuar, e mesmo reverter, as injustiças e libertar as mentes. A esta fraternidade deram o nome de A Ordem.
Atravessou os mares revoltos da história e sobreviveu até hoje.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Ordem


E Utgip qevfia ge qifivvogegi gi tifajitet e gobqogegi capeqe gu quvvu juzu i tilut e vae zitgegi covxutofe, jtuheqegev givgi ev oqzevuiv guv détdetuv tupequv, zovobuguv i étediv.
Ao dopvsásio fajuimo jue ot auvoset sonapot feizasan etdsivo, ot Mutivapot pao vipban una semihiao; vipban una gimotogia fe xifa apdetvsam e basnopiota.
Pao vipban feutet; vipban besoit a juen mouxaxan e setqeivaxan a nenosia.
Uzruz alsozexuz rxeituxoj hej uquz, moxo oquj bu ijo cexjo bu desuxlox alpizro, ij joq niu zu ogorui zegxu ez uzmaxarez qasxuz; o xuqadaoe.
Ape hutfe peníhofe e lai qeu vi fuqvibaoe hesit htiqxi vip jitifit.
U dip xizi gi vi peqxit ufanxu i qevfia e Utgip.
E quvve naxe í fuqxte e oqmavxofe guv jugituvuv i u fuqxtunu gev piqxiv.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A estratégia; um enigma ...


O exército real inclui sempre uma ala Templária.
É constituída por cinco Mestres e vinte e um cavaleiros.
Dispõem-se em linha, em três grupos de seis, designando o sétimo de cada grupo como observador.
O Mestre que se encontra mais perto da extrema do exército, assume o comando.
Tomam posições de combate ao meio-dia.
Mestre Arnaldo, ao lado dos outros Mestres, faz investir os cavaleiros uma vez.
Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros e provoca uma dupla investida.
Mestre Ismael avança dois passos e faz investir a ala três vezes.
Mestre Orlando dá três passos em frente e ordena aos cavaleiros que invistam quatro vezes.
E finalmente, Mestre Urbano adianta-se quatro passos em relação aos outros Mestres e faz os seus cavaleiros investirem por cinco vezes.
Mantêm-se estáticos os observadores.
Em função desta estratégia, organiza-se o exército e trava-se a batalha.
Dura a peleja até à meia-noite.
Para poder voltar a ver a luz do dia, precisam reverter toda a estratégia.
E todo o exército se reorganiza.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dramas épicos

"As gerações vindouras nunca poderão imaginar a agonia deste povo. O drama de ver extinguir-se a cultura ancestral, a harmonia de viver, sob o peso esmagador, cruel, brutal, da pata do invasor.
Oh filhos da Luz, de esplendor sem igual! Fostes paladinos da bondade e da justiça.  Heis-vos agora subjugados, atirados à servidão!
Querem apagar a vossa memória mas enquanto um só de nós respirar, nunca sereis esquecidos."


As ervas daninhas cresceram por todo o lado. Taparam tudo. Mas as árvores continuaram de pé!
É nosso dever limpar de novo a clareira sagrada. Recuperar o Templo. Só assim seremos dignos de ser Templários.

Trono Atlante

"...foste terra opulenta, verdadeiro jardim de luz. O ar Atlântico era o mais puro que se podia respirar. Não havia lugar igual. Mas a mãe natureza reclamou-te. O fogo das suas entranhas consumiu-te. Depois a água sepultou-te.
No entanto sobrevivemos-te.

Agora resta-nos sentar e contemplar a tua memória."



Terra, Ar, Fogo e Água. Os quatro elementos naturais que selaram um destino. O destino dos Lusitanos. Os filhos da Luz.
Por isso te escolhemos como símbolo de Paz, Espírito, Sacrifício e Comunhão.



Simbiose eterna

Que a luz e o calor do irmão sol ilumine e conforte o espírito e a memória dos nossos antepassados neste momento sublime.

"...daqui, da terra da Luz que ainda há, planando na suave brisa, contemplo o fogo sagrado entregando-se lentamente às águas da sagrada memória."